quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Considerações da Psicóloga Sandra Mussi, presidente do Conselho Espírita Canadense sobre o Filme Nosso Lar

Como a gente diz por aqui, WOW!!!!!

Tive a grande honra e prazer de assistir ao filme "Nosso Lar" que será estreado em Setembro/2010.

Minha viagem ontem ao assistir o filme foi espetacular. Quantas lições!!!

Eu fiquei encantada em como pude me perceber nos personagens podendo assim experienciar emoções e valores tão engenhosamente criados na tela.


Com a ajuda de André Luiz e desta produção espetacular, caminhei na minha própria estrada de encontro ao "Meu Lar" e ao "Meu Umbral".

Como Psicóloga e constante estudante da alma, a busca dessa viagem interior é minha mola motivadora no caminho do auto-conhecimento.

Para aqueles que já leram o livro e conhecem sua mensagem de tolerância e amor, o filme traz imagens inesquecíveis que materializam nossa imaginação, enriquecem nossa apreciação pelas mensagens trazidas a nós por André Luiz. Quem não conhece a obra será presenteado com uma narrativa clara, que sutilmente ensina os fundamentos da mensagem Espirita através da jornada de um espirito.

A representação visual contrastante entre o umbral e o Nosso Lar coloca em grande perspectiva a nossa dualidade espiritual, mental e emocional. Essa realidade interna do equilíbrio e desequilíbrio, entre o amor e o ódio, entre a paz e a guerra tão bem representada pelo ator Renato Prieto, nos faz reconhecer o nosso atual estado evolutivo, nossas fragilidades e limitações. Escolher ver a "normalidade" das nossas imperfeições de condição humana em busca da luz é aceitar de forma natural nosso crescimento.

O filme Nosso Lar, me proporcionou o encontro com essa realidade e me fez refletir onde estou e para onde quero ir.

Estar aberta para essa escolha é uma fonte energizadora de liberdade e de exercício em busca da felicidade e realização pessoal.

As cenas do hospital da colônia Nosso Lar nos traz a tranquilidade interna do silêncio, expulsa os barulhos da mente para que a quietude interna proporcione o ambiente necessário ao encontro com nossa essência e a fonte das leis divinas. Mais uma vez, o filme nos leva a refletir no poder do silêncio. A "água medicamentosa" foi o agente desse processo.

A trilha sonora composta pelo gênio da música considerado um dos compositores mais influentes do século 20, Philip Glass, constantemente nos convida a tecer suaves cordas vibracionais do nosso intimo com a arte divina.

Nas cenas musicais do filme uma nova oportunidade de experienciar a harmonia, fazendo-nos mergulhar em sensações de alegria, quietude e união.

O filme nos traz uma mensagem de otimismo e esperança. As emoções vivenciadas pelos atores traz ao telespectador sentimentos verdadeiros e sinceros, fazendo com que o filme seja uma conexão constante.

Morando no exterior a mais de 20 anos, "viajei" com Andre Luiz - O retorno dele ao Lar na Terra, é muitas vezes meu retorno a Pátria querida. Cenas tão emocionantes que me instigaram ao exercício do desapego. Como André Luiz, ao não aceitarmos as mudanças da nossa realidade perdemos a conexão interna.

Ao nos desapegarmos deixamos de viver a ansiedade da separação e assim nos abrimos para a conexão maior, a do entendimento que somos todos ligados uns aos outros, somos UM SÓ através do AMOR!

A doutrina da reencarnação faz com que possamos exercitar a fraternidade, estender nossas afeições além dos laços do sangue, nos laços imperecíveis do Espírito.

Acredito que o cinema brasileiro enriqueceu com a grande direção de Wagner Assis que se estabeleceu como um grande "médium" das belezas eternas.

Com certeza esse é um filme para se assistir muitas vezes. Estarei levando meus filhos e meus amigos e recomendando a todos aqueles que buscam a paz e o encontro com o Divino.

Obrigada Wagner e a toda a equipe que me proporcionaram essa viagem tão bonita!

Obrigada André Luiz! Obrigada Chico!

Sandra Mussi
Psicóloga e Psicoterapeuta
Presidente Conselho Espirita Canadense

terça-feira, 22 de junho de 2010

Coração Vazio

Olho o céu carregado de nuvens.
O sol meio escondido, aquece
a terra e meu corpo dolorido.


Meus sentimentos, qual trem
de carga desembestado,
correm céleres pelos trilhos.
Em algum tempo, distante?
Não sei mais...
Alguém me falou de trilhos,
trens, estações, vinho?


Embriagada de solidão,
eu agora olho estações fantasmas.
Procuro as flores, entrevejo
desertos de terras áridas.


Os jardins que plantei pra mim,
nunca existiram!
Não são meus, pertencem ao destino!
Como o jardineiro cansado, observo a obra.


Flores que entre si se semearam.
Novos artífices ali trabalharão.
Não necessitam mais desta velha mão!
Estou só, como o pássaro migrante
que na volta, já não encontra seu ninho.


"Senhor", tende piedade de mim!
Clama minh'alma em pranto incontido.
A razão sucumbe, ante o vazio que sinto.
A cabeça, roda gigante no parque da vida,
roda e roda, mareando meus sentidos.
Quero parar, descansar,
dormir novamente meu sono menino!
Não pensar, esquecer, arrancar do peito
os sentimentos que estavam a tanto
tempo adormecidos.
"Quero voltar novamente ao limbo" !!
Quero minha estagnação, sem sofrimentos.
Dia após dia, horas que correm
como águas de um rio.


Afogo-me em agonia lenta.
Olho pela janela deste trem
descarrilado.


Espero...
A estação terminal, onde desembarcarei
a carga de sentimentos vários:
vitorias, lutas, derrotas,
cansaço, esperança.


Só assim, poderei seguir viagem:
Quero de volta meu coração vazio!!!

FÉRIAS!


Um dia, quem sabe...
Eu aproveito!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fui

Há os que chegam e ficam
Os que passam e vão
Eu fui...

terça-feira, 13 de abril de 2010


 Faz tempo não te escrevo.

Faz tempo não te vejo,
faz tanto tempo que
nem sei mais se te desejo.

Não faz muito que ouvi tua voz novamente,
e quase não a reconheci,
fazia tanto tempo o silêncio.

E foi tão breve e calou-se repentino
que pensei ser apenas ecos de um pensamento.

Faz tempo...
Tanto tempo, que até a saudade
cansou-se do lamento.

Asta Vonzodas

segunda-feira, 22 de março de 2010

Vamos tomar um café?